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19 janeiro 2016

Edgar Alan Poe - O aniversário do horror

Hoje seria aniversário de um dos escritores mais incríveis do mundo. Uma personalidade tão genial, que inspirou pessoas que hoje veneramos. Nasceu em 1809 e perpetuou a literatura gótica pelo mudo até morrer, no dia 7 de outubro de 1849, aos 40 anos.

Nenhum Halloween seria legítimo, sem mencionar alguma obra do mestre do terror gótico e quase todos os filmes de terror, possuem alguma referência, mesmo que pequena à algum conto dele.

Se você ainda não conhece nada desse brilhante escritor, devo presumir que esteve preso em uma masmorra desde o nascimento, mas não se desespere, tem um post aqui mesmo, no blog que fala um pouco dele e ainda traz um dos melhores contos do Poe: O CORVO


Mas hoje quero falar sobre dois contos, incríveis, que reli esses dias e que qualquer leitor que curte literatura de verdade, precisa conhecer:

1 - O poço e o pêndulo

Um dos contos mais angustiantes de Poe, chegou a ser adaptado para a TV, mas nem de longe, conseguiu reproduzir o terror que é ler estas poucas 10 páginas de puro horror!

A história, narrada em primeira pessoa, se passa na época, tenebrosa, da inquisição, onde o próprio prisioneiro descreve o horror de sua tortura enquanto espera a morte.

As descrições dos objetos de tortura, tais como o pêndulo que dança à sua frente, se aproximando da sua carne a cada segundo, além do martírio de estar no completo escuro, tentando descobrir o que o rodeia, e mais tarde, constatando que foi jogado em um poço são... Impressionantes.

E os ratos... Meu Deus, os ratos!

Não posso dizer muita coisa, não que fosse tirar a surpresa nem nada, mas a intenção do conto é causar angústia e essa vem aos pingos, em fiapos espessos de luz e muito medo.

É diabolicamente assustador e fácil de encontrar na internet.



2 - A máscara da morte rubra

A "Morte Rubra" devastou o país quase inteiro. Uma doença que começava com uma vermelhidão forte na pele e se alastrava para o sangue, causando diversos níveis de dor, antes de trazer o fim. Todos corriam perigo, menos o príncipe Próspero que se fechou em seu castelo, com milhares de amigos, sadios e limpos, ignorando assim o resto da população.

Beleza, vinho e segurança estavam dentro da abadia. Além de seus muros, campeava a “Morte Rubra”.

Então lá pelo quinto ou sexto mês, o tal príncipe egoísta, resolveu promover um baile, para entreter àqueles que o rodeava. Pessoas sadias da alta sociedade. Para tal baile, foram criados 7 salões que dispunham de iluminação e decoração específica e em cores diferentes para diferenciá-los:

A sala da extremidade oriental, por exemplo, fora decorada em azul, e intensamente azuis eram suas janelas. A segunda sala tinha ornamento e tapeçarias purpúreas; purpúreas eram as vidraças. A terceira fora pintada de verde, sendo também verdes as armações das janelas. A quarta havia sido decorada e iluminada de alaranjado; a quinta, de branco; a sexta, de violeta. O sétimo aposento estava completamente revestido de veludo preto..."

E neste último as janelas fugiam do padrão da mesma cor, sendo pintadas de vermelhas. Esta sala, porém, ficou vazia durante toda a festa, pois a luz que a atravessava assustava os visitantes, e também tinha o relógio...

Era neste mesmo aposento que havia, encostado à parede oeste, um gigantesco relógio de ébano, cujo pêndulo produzia um badalar tão estrondoso de hora em hora, que a Banda se acanhava e silenciava a música para o observar".

E antes de terminada a última badalada, eis que surge um convidado, tão estranho quanto a última sala, vestido de Morte Rubra. Quem ele é? O que ele quer? Que vestes são aquelas? Heresia? 

Leia o conto. É delicioso, com uma narrativa profunda. Impossível não se imaginar dentro daquelas salas!

Seus contos são facilmente encontrados em qualquer lugar pela internet e também em qualquer coletânea de horror que se prese. Busque algo sobre ele e descubra o melhor do terror, em sua essência! Aliás, só não lê Poe, quem não quer.

7 comentários:

  1. Excelente, Camila! Eu sou dessas que vive na masmorra. Mas no meu cárcere há umas frestas, por onde já passaram alguns trechinhos de O Corvo. Preciso sair e ler a obra inteira. Esses dois contos que vc indica também parecem ótimos.

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  2. Oi Camila... li muito este autor quando era adolescente, o Corvo é o meu preferido, apesar de ser tétrico, rsrsrs beijosss!!!

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  3. oi, oi.

    juro que não conheço nada do edgan, mas só pelo o que vc falou dele, devo imaginar que ele é realmente incrível!

    vou procurar mais um pouquinho sobre ele e suas obras até encontrar algo que me chame mais a atenção.

    bjs!
    Não me venha com desculpas

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  4. Sabia que você se lembraria do tio Edgar, Camila. Mandou bem! Beijos!

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  5. Oi Camila!
    Só li um livro do Poe (O Relato de Arthur Gordon Pynn) e não gostei muito. Mas sei que preciso ler os contos qualquer dia desses. Vou até procurar "O poço e o pêndulo". Tão curtinho e parece interessante.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  6. Acho que não gostei muito da sua afirmação "leitor que curte literatura de verdade". Ando pensando bastante sobre preconceito literário e acho que existe uma nuance muito pequena entre o que pode ser considerado literatura de verdade ou não. Desculpa, estou sendo chata hahaha E conhecendo você, sei que não disse por mal.

    Eu não conhecia esse dois contos. Na realidade, eu acho que só li mesmo "O Corvo". Acho que li mais um na faculdade alguma coisa cidade ou cidades, não lembro. Acho que de fato esse é um pecado meu. Cada vez mais acabo negligenciando os clássicos. Nem Jane Austen ano lendo mais. E eu tenho certeza que se desse mais oportunidade para o Poe, eu iria me apaixonar.

    ;)

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